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Transporte de combustível cai 60% no Amazonas em abril

O volume de derivados de petróleo transportado a partir de Manaus caiu 60% no mês de abril em relação a março. Segundo o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), o índice negativo foi considerado o pior do ano, até agora.


"O produto abastece Estados como Roraima, Rondônia e parte do Mato Grosso, mas por conta da crise chegamos a essa queda brusca só no mês passado. Geralmente há uma queda nos primeiros meses no consumo, mas não nesse patamar", disse Homero Santos, secretário do Sindarma.


Segundo Homero Santos, a crise também reduziu o volume de combustível por viagem, embora os custos permaneçam os mesmos para navegar pelo itinerário transportando a carga menor.


Por outro lado, os setores de grãos e gêneros alimentícios não sofreram perdas substanciais. "Já esses produtos vêm mantendo a oscilação considerada normal pelo segmento", destaca.


De acordo com o secretário, embora as perspectivas para o ano não sejam animadoras, conforme levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) no segundo semestre do ano passado, o segmento espera manter o fluxo de viagem e volume de carga em 2016.


"Mesmo com a previsão de recuperação somente para o ano que vem, nos mantemos otimistas e esperamos que após as mudanças no cenário político o setor melhore. Já sabemos, por exemplo, que os primeiros meses do ano são chuvosos, o que afeta diretamente o consumo de energia nos municípios. No entanto, com a chegada do verão a partir de junho o mercado já começa a ficar aquecido", explica.

Segundo o levantamento feito com empresários do setor de navegação do Amazonas, 68% responderam que a recuperação da economia só ocorrerá a partir de 2017. Desses, 20% creem que os resultados só começarão a melhorar em 2018. A Sondagem apontou, ainda, que quase 80% dos empresários teve que reduzir o quadro de funcionários no ano passado e 30% diminuíram a expectativa de contratações formais para este ano. Conforme Santos, os estaleiros também são afetados com a atual crise, devido à redução na construção e modernização das frotas.

 

Referente a navegação, o setor tem boas expectativas quanto à trafegabilidade nos principais rios da região, devido ao período da cheia. Santos afirma que o período permite o fluxo das embarcações com segurança e menores gastos. "Rios como Madeira, Solimões e Purus estão com fluxo de água normais, sendo possível realizar uma navegação segura, econômica e que viabilize um transporte mais barato”, ressalta Santos, ao destacar que no período da cheia é permitido navegar 24 horas. O trecho entre Manaus e Porto Velho continua sendo o maior em demanda e volume de carga em geral sem alteração de preço. "As empresas no mercado de transporte trabalham com contratos longos e a estimativa de preço dificilmente muda".

 

De acordo com Santos, mesmo com o volume de chuvas abaixo do esperado para o período a navegação ocorre com tranquilidade pelo Rio Madeira. Ele enfatiza que do mês de agosto a outubro são considerados o gargalo do segmento. “Existem algumas áreas pontuais, como perto de Humaitá e de Porto Velho, que são feitas paradas quando estão secas. Este ano estamos apreensivos devido as poucas chuvas, mas vamos aguardar os próximos meses e esperar que a seca não seja proporcional a cheia grande para não afetar a navegabilidade”, avalia.

 

Com a cheia, eleva-se também o calado, tendo o mesmo risco de colisões com bancos de areias. Tecnicamente o calado é a distância da lâmina d’água até a quilha da embarcação. Já no período da seca, quando os níveis dos rios são menores e o calado também, os riscos de acidentes e dificultando a navegação de embarcações são maiores. “Quando uma balsa, por exemplo, tem 3 metros e o rio estiver com 2,5 metros não vai ser possível passar. As embarcações costumam não sair com o volume total de carga nesse período”, conta o secretário.

 

As embarcações diminuem em 40% a capacidade de carga transportada, com um acréscimo no tempo de viagem. Segundo Santos, a seca nos rios costuma dar prejuízos com batidas, encanamentos e maior durabilidade na viagem. 

 

Evitar navegar a noite

Para evitar colisões com pedaços de madeira e árvores nos rios, a orientação do Sindarma é redobrar atenção, principalmente, no período noturno, quando a visibilidade é reduzida. Outra medida que pode ser adotada pelos capitães e navegadores é a redução da velocidade da embarcação na noite e madrugada. 

 

Outra recomendação é evitar navegar à noite em trechos críticos e de difícil navegabilidade. A Marinha ressalta que não deve ser permitido que tripulantes desabilitados conduzam a embarcação e, mesmo aqueles habilitados, que não naveguem em trechos onde não conheçam bem. "É importante trocar informações com as tripulações de outras embarcações que já passaram por trechos do rio cuja dificuldade de navegação é conhecida para verificar se existem outros fatores que possam comprometer a passagem de sua embarcação", orientou a Marinha. 

 

A Marinha informou, ainda, que durante a subida do nível das águas dos rios, época de descida de troncos de árvores, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (CFAOC) realiza ações preventivas de orientação aos proprietários e comandantes de embarcações. No balanço do Amazonas em 2015, foram registradas cinco colisões de embarcações com troncos, de acordo com dados do Comando do 9º Distrito Naval, divulgados pelo Sindarma. Segundo o órgão, até a primeira quinzena de março de 2016, foi registrada apenas uma colisão em Itacoatiara sem feridos e vítimas fatais, porém, ocorreram dois naufrágios.

 




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