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Interdição do Porto de Tabatinga e falta de portos afetam navegação do AM

A precariedade de portos do Amazonas e a falta de infraestrutura portuária em vários municípios do interior do estado foram denunciados por empresas de navegação às entidades do setor, nesta terça-feira (6), em Manaus. A interdição do Porto Público Tabatinga foi um dos problemas debatidos durante o movimento de mobilização "Capital da Navegação".


Cerca de 2,5 milhões de passageiros utilizam as embarcações que navegam pelos rios como meio de transporte no Amazonas anualmente. A estimativa do Sindarma é que 1,5 milhão de tonelada de cargas por ano sejam movimentadas no estado. Embora seja responsável pela maior parte de movimentação de cargas e passageiros, o modal não tem recebido os investimentos necessários.


A falta de portos com capacidade para atender a demanda em Manaus e nos municípios do interior do Amazonas é uma realidade vivenciada diariamente pelos passageiros e navegadores, de acordo com Greicy Fernandes. Segundo a empresária, que atua no transporte misto (passageiros e cargas), o problema começa na capital e se estende na maioria das cidades amazonenses.

"Não existe estrutura física que comporte esse crescimento do setor. No Porto de Manaus, o primeiro problema é onde atracar para trabalhar com segurança. Não temos estrutura física para encostar as embarcações de maneira segura. É uma briga, uma disputa pelo pouco espaço. Isso acontece todos os dias porque o Porto de Manaus não tem espaço para acomodar essas embarcações", comentou a empresária.

Uma das situações mais críticas ocorre em Tabatinga. O município, situado a 1.108 km distante de Manaus, tem um porto público – Portobrás. Entretanto, há duas semanas o local foi interditado pela Capitania Fluvial em Tabatinga. Atracação dos barcos no local enfrenta problemas com redução do nível do Rio Solimões e o assoreamento do leito.

O embarque e desembarque dos passageiros, além do descarregamento de mercadorias, estão sendo feitos em apenas um terminal portuário privado. A alternativa não absorve totalmente a demanda. "Estamos sem condições de operar e ninguém vê isso. A situação em Tabatinga é a total inércia do Poder Público. Existe um porto, mas o problema é que ele não é reformado e nem recebe investimentos", reclamou Greicy Fernandes.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Dodó Carvalho, o desenvolvimento do transporte fluvial na região esbarra nos portos sucateados e terminais com capacidade inferior à demanda. "A situação foi constada no recente levantamento feito pelo Sindarma em parceria com uma empresa de navegação", destacou.

No trajeto Manaus-Benjamin Constant, os usuários e empresas de navegação enfrentam a falta de porto nos municípios de Jutaí, Santo Antônio do Içá e Amaturá. Já em Tonantins existe um porto, mas o porto não funciona. As embarcações param em flutuantes de madeira. O porto da cidade está com as obras paralisadas.


"São Paulo de Olivença é um dos municípios de maior movimento em volume de carga e tem um dos portos mais precário. Com posição péssima para atracação. Existe uma balsa entre a embarcação e o porto. Isso aumenta muito o perigo no desembarque, pois não há sequer iluminação adequada", afirmou a empresária Greicy Fernandes.


A sucateamento e as condições portuárias existentes no Amazonas foram criticadas pela Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega). Para Raimundo Holanda, a situação de Manaus à Tabatinga é preocupante. "Quem deveria ser multado era o Estado e não a empresa de navegação", enfatizou o presidente da entidade.

Capital da Navegação


A formação de profissionais aquaviários e a segurança nos rios foram abordados também no evento, que foi promovido pela Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) com apoio do Sindarma.

Empresários, representantes de vários sindicatos de navegação do país – Sindfluvial, Sindarpa, Sindarsul, Syndarma, Sindasp, Sindiporto Brasil - da Câmara Interamericana de Transportes (CIT), da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e Marinha participaram.

Histórico do movimento


A primeira edição da mobilização foi realizada março deste ano, em Belém. Na ocasião, as lideranças do setor discutiram questão da Poligonal do Porto de Manaus e de Belém, a cobrança de tarifa pela CDP para utilização do canal de acesso ao Porto de Belém, dentre outros assuntos, que envolvem o transporte aquaviário.

Em abril, as lideranças do setor brasileiro de navegação voltaram a se reunir no interior de São Paulo. O foco principal do debate foi a paralisação da navegação na Hidrovia Tietê-Paraná, que vem afetando o setor desde maio do ano passado quando o transporte de cargas foi interrompido para priorizar a geração de energia. Já no último mês de junho, os empresários e representantes sindicais debateram formação de aquaviários em Porto Alegre (RS). No dia 20 de agosto, Porto Velho (RO) recebeu o evento e um dos principais temas debatidos foi o avanço do garimpo no Rio Madeira.



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