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FMM aplica R$ 113,3 milhões na construção de embarcações para Arco Norte

O avanço do escoamento de grãos pelo Arco Norte é considerado um dos principais fatores da sobrevivência do Polo Naval do Amazonas no cenário de crise econômica do país. A utilização de hidrovias do Arco Norte incrementou a pela construção de novas embarcações para navegação interior. Em 2015 foram entregues 32 barcaças graneleiras e 4 empurradores fluviais, além de um estaleiro de reparos no estado do Amazonas, financiados com recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). Além dessas embarcações finalizadas, estão em construção 21 barcaças e quatro empurradores. O balanço anual foi divulgado durante o workshop "Fundo da Marinha Mercante", que ocorreu nesta quinta-feira (5), em Manaus.



O Arco Norte é formado por área de hidrovias e portos no Amazonas, Pará, Maranhão e Bahia. O corredor logístico atende a chamada nova fronteira agrícola, que abrange áreas das regiões Centro-Oeste e Norte.



De acordo com o Departamento de Marinha Mercante (DMM), em 2015 foram aplicados R$ 113,3 milhões na construção de embarcações de carga da navegação interior para o Arco Norte. Até março deste ano R$ 29,9 milhões já foram empregados para construção naval na região. Os recursos aplicados são do Fundo da Marinha Mercante, que é um fundo de natureza contábil destinado a prover recursos para o desenvolvimento da Marinha Mercante, da indústria de construção e reparação naval brasileiras.



No Amazonas, até março 16 projetos com financiamento foram contratados com apoio do FMM, sendo 13 embarcações iniciadas (financiamento contratado com liberação de recursos) e três construções de embarcações a serem iniciadas (financiamento contratado ainda sem liberação de recursos).  



Os dados foram divulgados pela diretoria do Departamento de Marinha Mercante (DMM), Laira Vanessa Gonçalves, que proferiu palestra sobre os financiamentos de construção e reparação de embarcações com recursos do FMM. O evento ocorreu no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), reunindo empresários da construção naval, transportadores fluviais e demais profissionais dos dois setores. O encontro teve como foco as discussões e esclarecimentos sobre os instrumentos do FMM.


"A iniciativa é importante principalmente pelo movimento que está acontecendo na Região Norte no transporte de cargas. Houve um aumentou no período recente devido ao crescimento do escoamento de grãos pelo Arco Norte. E o Fundo da Marinha Mercante é um instrumento importante para fomentar esse crescimento. Viemos divulgar as possibilidades de financiamentos e de fomento, bem como ouvir o setor em relação aos instrumentos do FMM e verificar o que pode ser melhorado", comentou a diretora.



O evento foi promovido pelo Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval-AM) em parceira com o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma). O presidente do Sindarma, Galdino Alencar Júnior, destacou que o diálogo dos setores com os gestores do FMM possibilitará redução das barreiras de acesso aos financiamentos para modernização da frota com construção e reparação das embarcações.



"Esse é um momento especial de esclarecer todas as dúvidas do FMM sobre ressarcimento e financiamento. A nossa região é diferenciada porque nossas rodovias são os nossos rios e acredito que o Amazonas e demais estados da região são os principais necessitados para o funcionamento pleno do Fundo da Marinha Mercante. Os setores naval e de navegação precisam disso", ressaltou o presidente do Sindarma.



A crise econômica tem causado impactos negativos todos segmentos da principal cadeia logística do Amazonas, incluindo o transporte fluvial de cargas e a construção naval. Segundo o presidente do Sindnaval-AM, Mateus Araújo, o Polo Naval do estado já ocupou a segunda colocação no ranking de volume de produção do Brasil. Porém, o cenário atual colocou o Polo Naval amazonense em sérias dificuldades. Uma das iniciativas para sobrevivência do segmento é manutenção e ampliação dos financiamentos com recursos do FMM.



"Por isso fomos pedir socorro em Brasília e mostrar nossas dificuldades. Daí a necessidade dessa reunião da Diretoria da Marinha Mercante com os setores para discutir as dificuldades atuais", completou Araújo.  

 

Texto e Foto: Ascom/Sindarma




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