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Exportação de grãos pelo Arco Norte atingirá 28,7 milhões de toneladas até 2025

Estudo recente elaborado pelo Rabobank avaliou o potencial de crescimento da produção brasileira de grãos nos próximos dez anos e os gargalos existentes nas vias de escoamento da produção e nos terminais portuários. De acordo com a pesquisa, os investimentos de grande porte realizados pela iniciativa privada no chamado Arco Norte – que abrange os principais portos das regiões Norte e Nordeste do país, vão favorecer o crescimento, em 16 milhões de toneladas, das exportações da soja em grão até 2025.


Segundo analistas do Rabobank, o volume exportado deverá aumentar em 130%, podendo atingir, em 2025, 28,7 milhões de toneladas. Hoje, as exportações são de 12,7 milhões de toneladas. No caso dos portos das regiões Sudeste e Sul, o volume irá crescer em 1,9%, alcançando 42,4 milhões de toneladas.


Outro aspecto do estudo indica que o aumento do potencial de exportação pelo Arco Norte também será favorecido pela recuperação e desenvolvimento das terras localizadas no entorno dos portos que, neste caso, voltarão a ser aproveitadas para o plantio.


"Esse fator reforça os trabalhos para que a produção de grãos continue a ser ampliada no país", observa Hélio Sirimarco, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).


Os autores da pesquisa, os analistas Renato Rasmussen e Victor Ikeda, acreditam que, nos próximos cinco anos, a conversão de terras deverá atingir 4 milhões de hectares, e que em dez anos haverá cerca de 9 milhões de hectares em terras agricultáveis.


Com isso, os especialistas estimam que, em dez anos, a produção de soja será 30 milhões de toneladas maior, em comparação as 95.6 milhões de toneladas da safra 2015/16. Porém, sem levar em consideração os ganhos obtidos com tecnologias. Além disso, o estudo do Rabobank não inclui na meta de ampliação as reservas indígenas e de quilombolas, bem como as áreas de preservação ambiental.

 

REFLEXOS
O vice-presidente da SNA salienta que as exportações pelo Arco Norte vão diminuir os custos operacionais. "É importante mencionar que os custos dos fretes internacionais para a Europa diminuem. Além disso, a ampliação do Canal do Panamá também vai reduzir os valores dos fretes para Ásia, especialmente para a China", diz Sirimarco.


Ao ressaltar o crescimento do potencial do Arco Norte, ele também observa os efeitos verificados nos portos das regiões Sul e Sudeste. "O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária apontou que a participação do Arco Sul nas exportações de soja do Mato Grosso diminuiu, em quatro anos, de 82% para 66%, ao passo que no Arco Norte houve um crescimento de 18% para 34% no mesmo período. O que está havendo é uma procura maior pelos portos do Pará, Maranhão e Amazonas", relata.

 

Apesar das estimativas positivas, o vice-presidente da SNA afirma que ainda é preciso fazer ajustes no sistema brasileiro de logística. "Aumentar os investimentos no transporte fluvial e ferroviário é uma forma de reduzir os custos dos fretes internos e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros", conclui.

Texto: SNA/RJ com informações do Valor Econômico

Foto: Governo de Rondônia




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