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Dirigentes do setor naval cobram do governo agilidade na implantação do Polo Naval

Deputados, representantes da indústria naval do Amazonas e dos armadores decidiram retomar as atividades do Grupo de Trabalho, criado em 2008, para acompanhar e cobrar do Estado soluções para implantação do Polo Naval. A decisão foi tomada em audiência pública realizada, nesta segunda-feira (9), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), a pedido do deputado Sinésio Campos (PT).  O grupo é formado por representantes do setor naval, além de órgãos estaduais, federais e municipais ligados ao setor.


Segundo Sinésio, o grupo de trabalho deverá acompanhar as pendências e auxiliar na busca de soluções para a implantação do projeto do Polo.  "Estamos reeditando o Grupo de Trabalho com o intuito de cobrar do governo, de forma sistemática, um posicionamento sobre a criação do polo naval que resolve um bocado de problemas a começar pela orla de Manaus, que precisa ter uma melhor apresentação; melhorar a vida dos trabalhadores que trabalham no setor", disse Sinésio, ressaltando que vai marcar nova reunião para tratar do assunto.


De acordo com representantes do setor, o Estado revelou que vê como estratégica a implantação do Polo para a economia, na geração de emprego e renda, porque deverá reunir em uma única área todos os setores ligados ao setor naval, proporcionando desenvolvimento de atividades econômicas agregadas ao setor, como navipeças, metalmecânico, projetos navais, indústria pesqueira, hotelaria, comércio e serviços em geral.


O presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Galdino Alencar, disse que os armadores esperam com grande expectativa a instalação do Polo Naval, por ser de grande importância para alavancar o transporte de grãos, por conta da necessidade de construção de mais embarcações. Segundo ele, a maioria dos estaleiros locais estão com sua capacidade de construção lotada.


Após a audiência, o Secretário de Planejamento Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplan-CTI), Thomaz Nogueira, informou que o Governo conhece o potencial do polo, que sua instalação é uma das prioridades do Estado, mas aguarda a resolução de alguns impasses, entre eles um estudo dos tributos que serão aplicados ao polo.


A implantação do polo foi embargada pela Justiça, em ação do Ministério Público Federal (MPF-AM), que entendeu que o Estado deveria realizar audiências públicas para ouvir a população antes de formular e implantar o projeto.


Também participaram da audiência representantes da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Comando Militar da Amazônia (CMA), Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra,) e Marinha Mercante.


Texto e Foto: assessoria da Aleam




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