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Crise afeta setor de transporte, mas há otimismo moderado para 2017

A Sondagem Expectativas Econômicas do Transportador 2016, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra que a crise na economia do Brasil tem impactado fortemente o setor de transporte. A maioria das empresas (60,1%) teve diminuição de receita bruta em 2016, e 58,8% precisaram reduzir o número total de viagens. Para 74,6%, houve aumento do custo operacional. Foram entrevistados 795 transportadores de todo o país, que atuam nos diferentes modais (rodoviário, ferroviário de cargas, metroferroviário, urbano de passageiros por ônibus, aquaviário e aéreo).


A maioria dos transportadores (90,7%) considera que a crise política também os afetou negativamente. Pelo menos 37,4% das empresas do setor reduziram o número de veículos em operação em 2016. Esse cenário refletiu na retenção de mão de obra. De dezembro de 2015 a setembro de 2016, foram demitidos 52.444 trabalhadores no setor. Somente nos últimos seis meses, 58,1% das empresas brasileiras de transporte tiveram de reduzir o quadro de funcionários devido à situação econômica do país. 


Para 2017, 47,7% dos empresários esperam obter receita bruta maior e 48,8% confiam que haverá melhor desempenho da atividade econômica. O levantamento da CNT aponta que 53,5% dos transportadores aumentaram a confiança na gestão econômica do governo federal e 60,5% concordam com as medidas fiscais anunciadas. A Sondagem mostra também que 49,3% dos empresários acreditam que a retomada do crescimento na economia do país só será percebida em 2018. Para 23,6%, essa percepção ocorrerá em 2017.


Conforme a Sondagem, a maioria dos entrevistados (83,5%) apoia a participação de investidores internacionais nas novas concessões da área de transporte.

 

PRINCIPAIS INDICADORES AQUAVIÁRIOS:

36,7% das empresas de navegação avaliam que o Porto Sem Papel não foi capaz de reduzir significativamente a burocracia;


75% das empresas de navegação interior, avaliam que o derrocamento do Pedral do Lourenço, localizado no rio Tocantins-Araguaia, aumentará a participação da navegação na movimentação da produção nacional;


73,2% das empresas de navegação marítima esperam por manutenção do nível dos investimentos privados nos portos;


73,1% também esperam investimentos na da condição da infraestrutura;


50,1% avaliou como insuficiente a quantidade de portos existentes do Brasil;


46,2% dos transportes aquaviários consideram ruim a qualidade dos terminais portuários.

 




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