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Atraso de dragagem do Rio Madeira preocupa setor de navegação

Os sucessivos atrasos na realização da dragagem do rio Madeira preocupam cada vez mais o setor da navegação do Amazonas. Agora, o processo de dragagem efetivo do rio só deve acontecer a partir de maio de 2017 com um contrato de 5 anos, que poderá ser prorrogado pelo mesmo período. A informação foi dada pelo assessor do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação, Miguel de Souza, na última semana, em visita ao Porto Público de Porto Velho (RO). Segundo entidades, mesmo com a promessa do Ministério em providenciar dragas que façam o serviço de forma emergencial, o setor não demonstra confiança na realização em tempo hábil. 


Para o vice-presidente do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas), Claudomiro Carvalho Filho, a maior preocupação com a ausência do processo de dragagem é que venha comprometer as operações do setor. Ele explica que, há dois pontos importantes a serem levados em consideração. "O primeiro, é o possível desabastecimento de alimentos que passam pelo corredor do rio Madeira como carne, frango, óleo de soja, açúcar, entre outros em razão das dificuldades de trafegabilidade. O segundo é que com aumento de tempo de viagem e redução da capacidade de carga no período de seca, acabe provocando o repasse do preço da mercadoria para o frete, chegando ao consumidor final", enfatiza Carvalho. 


Além do Amazonas, Rondônia, Acre e parte do Mato Grosso seriam afetados. No último ano, quando a vazante foi mais amena, o segmento acumulou perdas estimadas entre 10% e 15% em comparação a 2014. Há riscos de que neste ano o setor amargue perdas de até 50%.


Na ocasião da visita, o assessor disse que, a dragagem é uma prioridade uma vez que o certame licitatório foi realizado neste mês, onde a segunda empresa classificada está em fase de apresentação de recursos e documentos. Ele argumenta que, mesmo que o contrato e a ordem de serviço sejam liberados em 2016, o rio já estará retomando a sua normalidade, tornando inviável a realização do serviço. "Com isso, a dragagem efetiva só será possível a partir de maio de 2017 com um contrato de 5 anos e pode ser prorrogado pelo mesmo período", pontuou.


Souza informou ainda que para evitar prejuízos à região, o Ministério dos Transportes irá providenciar algumas dragas que façam o serviço de forma emergencial, desobstruindo eventuais trechos que poderiam dificultar a passagem das embarcações. Em contrapartida segundo Carvalho, o setor de navegação do Amazonas não demonstra ânimo com essa promessa. 


"Estamos há dois anos sem dragagem e ficamos confiantes que o processo aconteceria conforme o anunciado anteriormente. Sem ela, a dragagem emergencial é uma opção, onde se desloca as dragas para determinado trechos do rio. No entanto, a única questão é para isso precisa ter planejamento e realização hábil. Temos previsão de uma forte vazante e até outubro o processo nos interessa, mas como o governo tem se mostrado muito lento não cremos que isso vá acontecer", afirma o vice-presidente.

 

Ele explica que, o processo ajudaria em trechos considerados críticos, devido ao excesso em acúmulo de sedimentos, que resulta na diminuição da velocidade da correnteza das águas. 


Suspensão 
Carvalho citou a suspensão da navegação noturna de comboios de embarcações em trecho do rio situado em Rondônia pela Marinha do Brasil, como consequência negativa da falta de dragagem. A medida foi determinada na segunda semana do mês, devido baixo nível do rio Madeira em pontos críticos entre Porto Velho (RO) e Humaitá, no Amazonas, após inspetores navais constatarem trechos com nível de pouco mais de dois metros, podendo ocasionar acidentes da navegação, como o encalhe de embarcações.

 

"Mesmo com o alerta, o risco de acidentes náuticos na região no período da seca existe, principalmente em relação a passageiros. As cotas atuais mostram que o rio está oito metros abaixo da mesma medida registrada no ano passado", finaliza. Com base nas medidas adotadas pela Marinha, o Sindarma também emitiu alerta para as organizações do setor de transporte aquaviário da região.


Fonte: Jornal do Commercio

Foto: DNIT

 




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