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Agronegócio impulsiona setor portuário do Amazonas

Impulsionados pela movimentação crescente de cargas provenientes do agronegócio brasileiro, os Terminais de Uso Privativo (TUPs) em funcionamento no Amazonas, registraram crescimento de 2,5% no volume de cargas movimentadas em 2015, em comparação ao ano anterior.

 

Conforme os representantes do segmento da navegação, o crescimento é atribuído ao aumento na produtividade de grãos, que é a soja, proveniente do Mato Grosso, de onde é transportada pela hidrovia do rio Madeira até chegar ao exterior.

 

Conforme os dados do Anuário Estatístico Portuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) 2015, o transporte de granel sólido obteve crescimento de 29,08%. Enquanto os demais volumes registram queda nas movimentações. De acordo com os números do anuário, em 2015 foram movimentadas 23,6 milhões de toneladas em cargas. Em 2014 esse número totalizou 23,1 milhões.

 

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Galdino Alencar Júnior, o crescimento de 2,5% no transporte de produtos está relacionado às maiores safras de soja. Alencar explica que as cargas, inclusas na categoria ‘graneis sólidos’, chega ao Amazonas por meio do rio Madeira em direção ao Terminal Graneleiro Hermasa localizado no município de Itacoatiara (distante 270 quilômetros) de onde a carga segue com destino ao exterior.

 

O Terminal Hermasa foi o responsável pela maior movimentação de cargas, com o transporte de 7.093.811 toneladas, número que representa uma fatia de 29,09% do total de movimentações. Na sequência o anuário registra o Terminal Manaus com 5.121.476 toneladas (21,6%); o porto Chibatão com o transporte de 4.304.882 toneladas (18,2%); Terminais Fluviais do Brasil no total de 2.192.021 (9,3%) e o Solimões com o saldo de 1.704.427 toneladas (7,2%).

 

Segundo o presidente do Sindarma, a expectativa para este ano é que o agronegócio continue impulsionando a movimentação de cargas nos TUPs. Ele frisa que o Terminal Hermasa recebe boa parte da demanda de grãos e é um importante contribuinte no processo e transporte de volumes por ser um dos portos que compõem o Arco Norte.

 

Júnior ainda afirmou que os terminais de uso privado apresentam infraestrutura moderna e adequada às necessidades do transporte de cargas hidroviário. “Os terminais públicos perderam seu espaço por falta de competitividade. Os TUPs apresentam estruturas modernas que atendem às operações demandadas. A tendência é que o transporte de grãos apresente índices ainda melhores em 2016. O próprio Governo Federal já entendeu que é mais viável investir nos terminais privados”, comentou.


Conforme o anuário, o Amazonas transportou, no último ano 9.142.518 toneladas de granel líquido e gasoso, o que representou 38,6% do total movimentado; as cargas de granel sólido foram contabilizadas em 7.273.912 toneladas e participação de 30,7% das cargas; a carga conteinerizada somou 5.137.794 toneladas e a fatia de 21,7% do volume total; e a carga geral somou 2.136.341 toneladas e 9% das cargas.


Das quatro cargas classificadas apenas o granel sólido registrou crescimento em 2015, com incremento de 29,08%. Enquanto as demais cargas registraram queda nos volumes de cargas movimentadas, em comparação ao ano anterior. Toda a produção que chega ou sai da capital, seja de alimentos, vestuário ou de produtos fabricados pelo Polo Industrial de Manaus (PIM) é transportado a partir dos TUPs.

Texto: Priscila Caldas/Jornal do Commercio

Foto: Hermasa/Amaggi



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